• Sophia Vieira

Você é seu próprio tribunal

Quando digo que dentro de cada um tem um tribunal inteiro não é exagero.

Vejamos nossa consciência como a nossa polícia da moral, que tem como objetivo nos dar o famoso “peso na consciência”, que nos tira a paz e não nos permite deitar a cabeça tranquilos no travesseiro no fim do dia.

Já que fomos pegos no flagra, agora seremos julgados pelo júri implacável da nossa história e ensinamentos acumulados por toda a vida, o júri composto pela sociedade, família, escola.

Temos agora uma sentença a ser dada, culpado ou inocente. Mas sempre temos direito de defesa, logo, temos nossos advogados que se valem de todos os artifícios na tentativa de justificar o ato com base na trajetória de vida, os traumas, nesse momento vale tudo para tentar amenizar ou até anular a pena.

Mas o juiz sempre é imparcial, incorruptível e inabalável, logo não tem justificativa que seja válida o suficiente, este juiz é a nossa moral gritando “ISSO É ERRADO”! E já adianto que este juiz tende a dar penas duras como: dores de cabeça, problemas de pressão, e a lista segue com as famosas doenças de fundo emocional.

Perceba que este tribunal não age somente para julgar atitudes, ele tem como jurisdição também a sua percepção de belo, de bom, do que está bem-feito e isso recai nas lutas que as mulheres têm com o espelho, quando ouvem vozes bem baixinhas ou gritando “ESSA ROUPA TE DEIXA GORDA”, “ESSA MAQUIAGEM TE MOSTRA DEMAIS”.

Saibam que só há liberdade deste júri implacável quando você se torna o juiz e decreta a lei que somente você é seu próprio tribunal e se julga perante as suas leis e que não há lei superior ao seu amor próprio!