• Fernanda Barrêto

Resumo de final de ano

impactando principalmente as pessoas com deficiência.

Na área da saúde o caos se estabeleceu com a pandemia e assim pessoas com deficiência ficaram sem atendimento médico, terapias e fisioterapia. Prejuízo incalculável e que não será recuperado posteriormente.

Além de termos sido esquecidos no plano nacional da vacinação contra a COVID-19. As pessoas com deficiência imunossuprimidas e com comorbidades graves foram consideradas como prioridade quando o esquema de vacinação já estava avançado. Não fomos considerados prioridade no início e o correto seria ter considerado todas as pessoas com deficiência como prioridade, assim diz a lei que não foi cumprida.

No âmito das relações interpessoais foi quase um desastre, os números de violência contra pessoas com deficiência são alarmantes. Intolerância de vizinhos e familiares que não sabem lidar com pessoas com deficiência. Famílias tiveram que se mudar de suas residências para evitar agressões de familiares e de terceiros aos seus familiares com deficiência.

Hoje me deparo com mais uma notícia aterradora: um pai e uma madrasta estão sendo acusados de matar uma criança com síndorme de down.

Para não dizer que não avançamos, melhoramos e estamos evoluindo com relação aos nossos direitos. E quando acontece algo que nos beneficia não devemos considerar que foi sorte ou um presente, não devemos ficar gratos porque direitos são obrigações e não concessão de algum luxo ou algo extraordinário.

Por isso que eu não celebro a inclusãio das pessoas momooculares no rol de deficiências físicas. Essa inclusão está atrasada desde o início dos tempos e ainda teve grupo de pessoas com deficiência querendo polemizar com medinho de impactar a lei de cotas para trabalhadores com deficiência em regime CLT. Se o nosso próprio grupo quer derrubar os iguais a nós, imagine o que faz um governo genocida?

Enfim, mas há de haver gratidão ainda nesse mundo e, portanto, faço o meu agradecimento à Camila de Luca e Barbara Barbosa por terem me convidado para escrever para o Portal Além da Cadeira. Isso foi um ponto de luz na escuridão do universo, conhecer vocês perante o caos me ajudou a me sentir minimamente útil. A minha gratidão eterna.

No próximo ano, que eu ainda não sei qual será, espero continuar junto com vocês. Muito obrigada a todos que leram meus textos.

Não vou felicitar a ocasião do Natal que é uma festa cristã e que nada tem a ver com o Cristo, virou data comercial e também é uma forma de respeito às pessoas que professam outras fés ou são atéias.

Mas vou desejar um Feliz Ano Novo! Que possamos recomeçar de onde paramos e que tenhamos forças para seguir nesse caminho inseguro, imprevisível e misterioso.

Podemos nos ajudar querendo saber mais sobre política e votando direito e melhor nas próximas eleições. A democracia deve ser exercida de forma plena e vigorosa. Lutemos por Direitos Humanos até o fim!

Vejo vocês em janeiro e muito obrigada por tudo e por tanto.