• Claudia Kopelman

O legado da Dra Nise da Silveira

Na última coluna contei um pouco sobre quem foi a psiquiatra pioneira, que no início do século XX humanizou o tratamento psiquiátrico utilizando a arte como terapia, a Dra Nise da Silveira. Em 1952 ela inaugurou o Museu de Imagens do Inconsciente no Rio de Janeiro.


O MII ainda existe e está aberto para visitação, conta com 352 mil obras entre telas, papéis, modelagens, textos e poemas. É hoje um importante centro de estudos, pesquisa e divulgação de todo trabalho realizado.


Faz parte da Unidade do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira, que além de oferecer um ateliê terapêutico para pacientes da instituição e de fora, guarda, organiza e faz a conservação das obras produzidas.


Em 2003, com um esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, o patrocínio da Fundação Vitae, o apoio da sociedade de amigos e o empenho da equipe, o acervo foi tombado e reconhecido pelo Instituto Do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como uma das principais coleções da Dra Nise da Silveira.


Quando for ao Rio de Janeiro, desejo conhecer esse patrimônio por sua importância histórica e cultural. Em 2021, ano em que assistimos a total degradação no que diz respeito à saúde pública, às vidas humanas e o descaso com a cultura, em que o brasileiro vem sofrendo consequências não só com perdas, mas em termos de saúde mental, é de extrema importância a existência do Museu de Imagens do Inconsciente, como resistência e memória.

Fonte http://www.ccms.saude.gov.br/

Site: http://mii2.hospedagemdesites.ws/#index