• Mary Poppers

Mensageira do Caos!?!

Que Santa Cher abençoe a sua leitura.

Eu sou Irmã Mary Poppers e venho trazer boas (ou nem tanto) novas!

Neste mês vivemos os piores momentos relacionados à pandemia de Covid-19.


Sim, caso tenha alguma dúvida, vivemos uma Pandemia e não importa o que digam por aí. Segundo a Organização Mundial de Saúde, pandemia é a disseminação mundial de uma doença e o termo passa a ser usado quando uma epidemia, surto que afeta uma região, se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. E por mais que se fale, ainda as únicas medidas comprovadamente eficazes para diminuição da transmissão de Covid são distanciamento social, uso de máscaras adequadas, higiene e vacina (gosto de acrescentar oração pela alma dos negacionistas, mas nem todas as pessoas são adeptas).


Por conta disso, foi-se embora o habitat das Drags e de outres artistas! As boates, casas noturnas, festas sucumbiram também ao Sars-Cov-2... Muites tiveram de se reinventar, manter o que era antes a sua principal fonte de renda e/ou prazer em segundo plano. E outres muites tiveram de voltar para um ambiente hostil, suas casas e suas famílias.


Casa e família são hostis?!?

Sim, podem ser bastante hostis para população LGBTQIA+ e para es Drags (Queen e King).


Algo que as pessoas desconhecem é o que chamamos de estresse de minoria, um estresse que você sofre por apenas ser quem você é. Com relação a população LGBTQIA+, a primeira publicação que ganhou visibilidade sobre o tema foi a de Meyer em 1995. Diferentemente de outros grupos minoritários, em que normalmente a casa e a família são portos seguros, nos quais você encontra seus iguais, quando falamos de pessoas LGBTQIA+, raramente tem-se outro “igual” na sua casa, o estresse e preconceito por ser quem você é continua, o estresse de minoria que as pessoas LGBTQIA+ sofrem é constante.


Durante a pandemia, pouco se falou sobre essa realidade, os artigos científicos não levam em consideração a existência dessa população, e a literatura não-científica, raramente levanta essa questão. Precisamos olhar mais para os nossos (sim, estou militando aqui!), olhar para esse sofrimento silencioso que pode trazer grande prejuízo na saúde mental e física. Como religiosa, tenho um apreço pelo sofrimento, mas não por esse!


Sejamos fortes, resilientes e cumpridores das medidas de prevenção para Covid-19.


Em breve, tudo isso vai passar, voltaremos aos nossos habitats e o close certo será uma realidade novamente.


Zabençoe! Juízo, mas não muito.

Beijos ungidos de sua serva,

Irmã Mary Poppers.