• Bárbara Barbosa

Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

Dia 25 de julho é dia de celebração na comunidade negra! Festejamos o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Essa data foi instituída em 1992, no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, para dar visibilidade e reconhecimento à presença e à luta das mulheres negras no continente. Por aqui, apesar de os movimentos sociais já celebrarem há anos, a data foi reconhecida oficialmente em 2014 pela Lei n° 12.987/2014 e homenageia Tereza de Benguela.


Quem foi a Rainha Tereza?


O local de seu nascimento é desconhecido, mas ela viveu no século XVIII e foi companheira de José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho/Quariterê até ser assassinado por soldados do Estado.

Com a morte de Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas.

Quariterê abrigava cerca de 100 pessoas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal e todos a chamavam de “Rainha Tereza”. O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para que ela coordenasse um forte aparato de defesa e articulasse um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade, que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana, e da venda dos excedentes produzidos.

Tereza comandou a estrutura política, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas.

Há algumas versões sobre sua morte, em 1770, mas não há registro. Uma versão é que ela se suicidou depois de ser capturada por bandeirantes, a outra afirma que a Rainha foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.

Quariterê resistiu até 1795, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 79 negros e 30 indígenas.

Salve Tereza de Benguela! Agradecemos a luta, os ensinamentos e a resistência que, infelizmente, ainda é tão necessária!



Fontes:

Brasil de Fato: https://www.brasildefato.com.br/2020/07/28/artigo-a-luta-de-tereza-de-benguela-e-as-mulheres-da-resistencia

UFRB: https://www.ufrb.edu.br/bibliotecacecult/noticias/220-tereza-de-benguela-a-escrava-que-virou-rainha-e-liderou-um-quilombo-de-negros-e-indios