• Bella Neto

Como sobreviver ao fim do mundo?

Vivemos hoje uma crise generalizada do próprio sistema no qual estamos inseridos, uma crise econômica que se arrasta desde 2008, uma urgência ambiental, o planeta vem demonstrando como é impossível coexistir uma lógica de lucro infinito dentro de um planeta com recursos finitos, essa busca incessante por produtividade tem nos tirado a humanidade, roubado nosso tempo, dignidade e vida.

O que nos resta em um cenário que pouco nos dá de esperança?

Nos resta a luta, nos resta buscar nas nossas subjetividades as respostas, possibilidades, nos resta reencontrar nossa humanidade nos reencontrando, nos enxergando no outro, nos reconhecendo nas dores dos nossos, precisamos nos olhar com afeto.

Já passamos por muitos fins de mundos, guerras, pobreza, desigualdades, genocídios, o mundo vem encarando apocalipses não é de hoje, mas esse é o nosso fim de mundo e teremos que usar da criatividade para nos salvarmos do colapso.

E o que não poderá ser mais aceito nesse novo mundo que teremos que parir juntos?

Pelo que e por quem brigaremos?

Sabemos que não será fácil parir um mundo novo, parir dói, sangra, cansa, por vezes falta forças por isso que para que esse parto aconteça precisaremos de muita gente disposta, para quando faltar força em alguns, outros entrem em cena, para que em cada dificuldade possamos nos reconhecer e nos fortalecer e seguir em luta para que o mundo novo chegue.

É urgente elaborarmos novas formas de nos relacionarmos com o planeta, com outros povos e com a gente mesmo, usarmos das possibilidades de criar para que o fim do mundo seja adiado. Precisamos estar abertos para acreditar no impossível! Abertos para duvidar de tudo que parece definitivo, abertos para aprender com todos que já ousam em subverter a lógica, que duvidam da normatividade, que não se conformam com essa estrutura que nos aliena da conexão com a natureza.

O sistema capitalista, a lógica patriarcal não é, ela está, e está em colapso, o futuro nos pede coragem, afeto e luta, cabe a nós construirmos juntos o impossível!

*Reflexão feita com inspiração em um texto de Milly Lacombe interpretado por Babi Amaral

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Tenhamos Coragem e Sejamos Gentis.